O título deste pequeno artigo poderia ser outro. “Quando a Justiça Serve com o Coração” talvez fosse mais apropriado, mas nasceu como está, e assim o deixarei existir.
© Fernando Alagoa
O título deste pequeno artigo poderia ser outro. “Quando a Justiça Serve com o Coração” talvez fosse mais apropriado, mas nasceu como está, e assim o deixarei existir.
No dia 5 de maio celebramos a Língua Portuguesa, um lar sem fronteiras, uma ponte que une continentes, culturas e gerações, ecoando na poesia de Camões, na prosa de Saramago e na melodia das canções que embalam o mundo lusófono.
Mais do que um meio de comunicação, a língua portuguesa carrega a essência de povos diversos, enriquecida pelo ritmo dos sotaques e das expressões que lhe dão vida. De Lisboa a Brasília, de Luanda a Maputo, de Timor a São Tomé e Príncipe, de Cabo Verde à Guiné, cada palavra tece uma história, cada frase guarda memórias, cada verso expande horizontes.
Que neste dia celebremos não apenas a beleza do idioma, mas também a riqueza cultural que ele transporta, mantendo viva a identidade de milhões de falantes espalhados pelo mundo.
Somos uma pátria de palavras!
© Fernando Alagoa
Com uma história de quase século e meio, o 1.º de Maio em Portugal só se comemorou plenamente após a Revolução de Abril de 1974. Foi um momento de libertação, um grito de justiça que ecoou pelas praças e ruas do país, onde milhares de trabalhadores puderam finalmente celebrar, reivindicar e exigir uma sociedade mais justa.
Infelizmente, os servos da gleba nunca tiveram fim. A exploração assume novas faces, mas persiste implacável. A precariedade laboral, os baixos salários e a desigualdade continuam a corroer as aspirações de tantos. O sonho de uma democracia plena, capaz de garantir dignidade para todos, esbarra em barreiras estruturais que parecem intransponíveis.
Cinquenta e um anos depois, esta alegada democracia mantém uma pobreza incompreensível e inaceitável. O crescimento económico beneficia poucos, enquanto muitos lutam para sobreviver num sistema que perpetua exclusões. O 1.º de Maio permanece assim mais do que uma comemoração — um lembrete da luta contínua, da necessidade de questionar se a liberdade conquistada há meio século se traduz, de facto, em justiça social para todos.
© Fernando Alagoa
As árvores também são poesia!...
Hoje, celebramos as palavras que tocam o coração e as raízes que sustentam a vida. As árvores, com galhos que dançam ao vento e folhas que sussurram segredos, são versos escritos pela natureza. Cada anel do tronco um mistério da história, cada sombra um refúgio.
Tal como a poesia, as árvores conectam-nos ao que é eterno e essencial. São metáforas vivas, lembrando-nos de crescer, de acolher e de florescer, mesmo nas tempestades.
Neste Dia Mundial da Poesia, e da Árvore, que possamos celebrar ambas, plantando sementes, no solo e na alma.
© Fernando Alagoa